RECOMENDAÇÃO DE LIVRO: Despertar: Um guia para a espiritualidade sem religião, de Sam Harris

Sempre que posso, gosto de me atualizar com relação aos campos de abrangência do Mindfulness. Afinal, para descomplicar um pouco do que complicamos tanto, é preciso desenvolver a consciência de que a mente humana está a serviço do nosso discernimento e consciência. E se não conseguirmos nos observar, passamos a ser escravos do nosso próprio pensamento; assim, podemos dizer que a mente humana é um desafio diário, que demanda atenção e cuidados constantes.

No post de hoje, gostaria de recomendar o livro Despertar: Um guia para a espiritualidade sem religião,do escritor, filósofo e neurocientista norte-americano Sam Harris. A publicação fala sobre como a meditação e a prática contemplativa não precisam estar diretamente ligadas a nenhuma crença mística ou espiritual.
Durante as suas 264 páginas, o autor defende que não é preciso acreditar em carma, reencarnação, ou qualquer outro tipo de postura ou costumes dogmáticos para sentir os benefícios reais e já comprovados da meditação.

A leitura é uma verdadeira aula sobre como o cérebro humano funciona. Em determinados capítulos, Harris explica como o mais importante órgão do nosso corpo trabalha, sempre se apoiando em estudos da área relacionados a consciência.

Outro ponto importante do livro é que ele trata diretamente sobre o Mindfulness, explicando o que é a técnica e como ela pode ser aplicada. Harris defende que a meditação, de um modo geral, é uma maneira para o leitor alcançar um estado único de transcendência e tirar proveitos da prática. Mais ou menos o que a gente faz nas Vivências e cursos aqui do Instituto.

Harris também separa alguns capítulos para discursar sobre a eterna e complicada luta entre a felicidade e o sofrimento psíquico. Os trechos trazem ideias bem interessantes argumentando sobre como uma mente extremamente ocupada, inquieta, cheia com pensamentos ruins, pode acabar originando parte dos nossos problemas. Na verdade, tenho conversado nas aulas sobre essa atração que temos pelo negativo, e como nossa mente tem um funcionamento padrão de sempre ir para o passado, futuro e de se preocupar. Perceba que, para o Mindfulness, a clareza e a consciência são a chave para aprendermos a andar em um novo caminho e criar novas sinapses, usando a meditação como ferramenta para trilha-lo através da capacidade plástica que nosso cérebro tem a neuroplasticidade.

Ai você me pergunta: “Mas Pedro, como esses ensinamentos podem me ajudar a colocar em prática os conceitos defendidos pelo Mindfulness?” É simples: basta entender que temos esse poder de construir novas redes neurais e a meditação é uma potencialidade humana que está disponível para todos. É preciso ter consciência de que temos essa capacidade de estar no momento e, assim, desenvolver a habilidade de nos acolher em todos os momentos, sejam eles de expansão ou contração. E isso não depende de uma religião ou de algo sobrenatural; apenas da sua vontade e intenção.

Então eu te pergunto: por que não praticar?

Fica ai então minha dica. Despertar: Um guia para a espiritualidade sem religião está a venda nas melhores livrarias de Brasília.

Be mindful!
Pedro Lôbo – Coordenador do Instituto Mindfulness