Você pode até discordar sobre as religiões, não querer se envolver com nenhuma delas e simplesmente praticar a sua meditação de forma solitária, sem levar nenhuma denominação ou para alguém, podemos assim dizer.

Mas o que você tem que concordar é que a meditação, independente de qual delas se pratica, é o melhor exercício de relaxamento para a mente. Isso ninguém pode duvidar.

E o ato da meditação está ganhando cada vez mais adeptos, sendo eles influenciados por uma modalidade nova de meditação, a chamada Mindfulness, onde se fica atento ao presente, de forma intencional, fazendo força para não julgar a experiência vivida.

Com isso, muitas pessoas passaram a se dedicar a esse tipo de meditação, mesmo existindo diversos outros. Hoje, debateremos sobre dois. Um é o mindfulness e a outra são as meditações religiosas.

Será que existe diferença entre elas? É isso que vamos descobrir.

Mindfulness x Meditações religiosas

Pode-se dizer que mindfulness é uma meditação, mas uma meditação não é mindfulness. Existem mais de 500 tipos de meditação, onde a hindu, a zen budista e a cabala são as mais conhecidas.

A maioria das meditações buscam o autoconhecimento e a serenidade. Buda acreditava que a causa do sofrimento humano estava na mente e era por isso que ele, constantemente, buscava acalmá-la, a fim de conseguir atingir a serenidade.

Possuindo raízes budistas, a mindfulness é a meditação do momento. Mas ela, diferentemente da busca de Buda, que queria encontrar a serenidade, tem como meta atingir o foco, a atenção plena. Quando você a exercita, a sua capacidade de focar e estar com a atenção voltada para uma só coisa ou tarefa, faz com que a sua produtividade e memória melhorem. A Mindfulness ensina técnicas para você exercitar a mente.

Qualquer pessoa pode praticar a mindfulness, até mesmo as crianças. Trata-se de ficar no momento presente, e não em desligar a mente, desativar o pensamento, nem controlar a mente.

As meditações religiosas são inspiradas nos monges cristãos, onde elas aprendem a se amar, a amar aos outros e, principalmente, a Deus.

As meditações religiosas ensinam o amor, onde a meditação é a principal lição pela qual o seus adeptos aprendem a se amar, amar aos outros e a Deus. Os praticantes das meditações religiosas acreditam que essa meditação é um meio de fazer com que a mente humana substitua a inquietação pelo ritmo tranquilo da atenção de Deus, fazendo com que ela esvazie o ego, que fica sempre tão inflamado pelo acúmulo de desejos.

A meditação religiosa tem como finalidade voltar-se para o seu centro, permitindo que a repetição do mantra seja um movimento natural, que vai da cabeça para o coração, que é onde a fé cristã afirma que se encontra o Cristo, que ora sem cessar ao Pai.

Cada uma com as suas particularidades, mas todas entregam os mesmos benefícios: redução da ansiedade, aumento da concentração, queda dos níveis de cortisol, que é o hormônio do estresse, e da pressão arterial, além de fortalecer a imunidade.